27 de dezembro de 2016

Again, or not!

Sentes-te livre por um tempo. O teu coração não tem mais dono, o teu tempo não tem mais que ser gerido em função de outro alguém. Podes sair, podes dormir até tarde, viajar, ir jantar fora ou ficar a comer chocolates no sofá enquanto vês o programa mais ridículo que dá na televisão.
Sentes uma leveza nisso. Sentes felicidade nestas pequenas coisas, podes ser tu e essa é a tua maior satisfação.
Sais, danças até tarde, ris com piadas parvas, calças o teu par de sapatos favoritos, realças os olhos com um rímel qualquer e usas aquele vestido que revela o teu corpo que mudou desde que ele deixou de viver em ti.
Encontras por acaso um tipo de sorriso fácil, retribuis, Trocas um olhar terno, e perdes-te ao som de uma musica qualquer. O tipo adiciona-te numa rede social qualquer, envia a primeira mensagem e quando dás por ti, já respondes de forma automática. Como se o conhecesses desde sempre, como se fossem amigos de longa data e partilhassem as mesmas memorias e histórias. Saem, marcam encontros e bebem café. Continuas a arrancar lhe sorrisos de forma tão subtil que quando te apercebes já sorris de forma fácil como ele.
Dás por ti a pensar nele, a querer partilhar todos os momentos com ele, a querer fazer parte da rotina dele, e aí, percebes, são os homens de sorriso fácil que roubam o teu coração.
Oh fuck, Lá vou eu outra vez,

27 de abril de 2016

Não meço forças por qualquer coisa. Só mesmo por aquilo que vale mesmo a pena!
E senão me vês a medir forças por ti, então é porque entre nós está tudo dito.
Não é que não valhas a pena, é só porque sou muito melhor que tu  e porque és muito pouco para aquilo que mereço!
De qualquer forma, foi um prazer!

Fácil, diz ela!


"Senão é fácil, então não é amor!
Senão te faz feliz, então não é amor!"

Ela disse-me estas palavras depois de ter partilhado a minha primeira história de amor e lhe confidenciar como foi penoso, como foi doloroso e como me tornou numa pessoa fria e talvez, indisposta a voltar a amar.
Ouvi as suas palavras, e fiquei com essa frase a pairar-me na cabeça durante imenso tempo, Entendia as palavras mas não entendia verdadeiramente o que ela queria dizer com isso.
A verdade é que a outra pessoa nos molda, nos muda, nos acrescenta, nos enriquece, e todas essas coisas nobres, mas também nos pode subtrair, pode fazer-nos sentir diminuídos, pode magoar e causar mágoas que ficarão sempre cravadas no nosso coração. 
Acreditei imenso tempo que era impossível amar sem que a dor estivesse de mãos dadas, até que um dia percebi finalmente, que se dói, se pisa, se causa dúvida, se te faz sentir presa dentro de ti, não é amor, talvez quiçá, apego, mas nada mais que isso.
O amor é leve, é entrega, e é sobretudo paz. E senão sentes paz, senão sorris por tudo e por nada, senão te sentes uma felizarda, senão te sentes livre mesmo quando estás de mãos entrelaçadas, então estás a fazer as coisas mal.
Ou então, quem vê as coisas de forma errada sou eu!

22 de abril de 2016

A ti,
que és a minha pessoa, que és o melhor de mim, que me entendes como ninguém, que me compreendes, que não me julgas, que me alertas, que me proteges, que cuidas de mim, que me mimas, que me dizes sempre a verdade por mais dolorosa que seja, que percebes o meu humor com uma simples mensagem, que me dás força em todos os momentos.
A ti, que provas que gostar não requer estar sempre perto, a ti que provas todos os dias que a distância não importa, que vibras com as minhas vitórias como se fossem tuas, que vives os meus dramas como teus, que ganhas rancor a quem me magoa, que vês em mim tudo aquilo que eu não vejo, um Obrigado gigante, do tamanho do amor que sinto por ti.
Que sejas sempre o sol da minha vida, que sejas sempre a voz da razão na minha cabeça, que tenhas aquilo que mais desejas ( e senão tiveres, damos um jeito), que continues a cuidar de mim e a fazer-me ver todo o potencial que esqueço que tenho. 
Gosto mesmo muito de ti, quero-te tão bem quanto me quero a mim.
Sabes que gosto sempre desta forma exagerada, que só me consigo exprimir bem com palavras, e estas que te dirigo são as mais especiais, porque são a única forma que tenho de imortalizar o meu agradecimento á tua pessoa.
Que sejas eterna em mim, babe! <3 div="">

21 de abril de 2016

Quando os amores não são correspondidos permitem escrever todo um leque de páginas recheadas de drama, de dor, de mágoa, de palavras carregadas de um sentimento vazio. São os desamores que alimentam os contos de escritores á séculos, e é também com os desamores que encho este blog dia após dia.
Não sei escrever sobre momentos felizes, nem tampouco sei descrever a felicidade. Acho que a principal característica da felicidade é que basta senti-la. Isso chega e não precisa de justificação.
Já sobre os desamores, não é bem assim. Traz dor, um aperto no peito, enche os olhos de lágrimas, tira o apetite, dá um nó no estômago, traz o medo e o receio á flor da pele, carrega-nos de ciúme e cega-nos quase sempre. 
Deixar de gostar é um processo difícil, talvez o mais difícil de sempre. A pessoa continua viva, as memórias continuam presentes, mas o que vos une já não é o mesmo, e desapegar é duro. É avassalador, requer muito trabalho, requer cuidado e muita maturidade. Nem todos estamos aptos a isso, nem todos nós temos capacidade de seguir em frente. Ou mesmo o discernimento de que chegou mais uma etapa ao fim e que não podemos continuar a viver numa história que já não é nossa.
Apaixonei-me por ti sem esperar, sem me dar conta de que já não habitava sozinha dentro de mim. Dei por mim a fazer planos para um futuro que nunca chegou, dei por mim a esquecer o físico e a concentrar-me nas tuas qualidades e sobretudo naquilo que me fazias sentir. Iludi-me com palavras meigas e quando percebi já não dava para não estar envolvida.
Usaste-me, ainda que alegues que não, ainda que acredites que és maravilhoso e que a tua sinceridade pode justificar os teus comportamentos todos, e apercebi-me, mais uma vez, tarde demais. 
Fui o corpo, as palavras, os conselhos sábios, fui as palavras meigas quando o teu ego estava ferido. Fui a companhía nas noites frias e longas de trabalho, fui o "Bom dia!" nas manhãs de solidão, fui tudo aquilo que não quis, apesar de ter sido feliz. Não sei explicar, sei apenas que senti que fui.
Agora, que esta história já não faz sentido, agora que já não vejo as coisas como antes, agora que sei que a desculpa não é a mesma de sempre, é falta de interesse, é excesso de prepotência, é falta de tanta qualidade e talvez a maior delas, falta de humildade, não quero permanecer mais na mesma página.
Resta-me lembrar-me de ti quando te encontrar, quando ouvir aquela música que associo a ti, ou então, lembrar-me de ti numa casualidade da vida, e saber, que sou mais que qualquer coisa que sinta, que não posso controlar o que sinto mas posso controlar o que penso, e não quero pensar mais em ti. 
Não te quero mais sentir. 
Sou tão eu que jamais poderia ser um nós. 


17 de abril de 2016

Estou a morrer de saudades tuas. Sinto tanto a tua falta que se torna ridículo.
Gostava de te poder dizer, de sussurrar ao teu ouvido "senti a tua falta", gostava de te agarrar a mão, de te cercar com os meus braços e de me demorar no teu abraço.
Gostava, mas não posso. A coragem já não habita em mim, o orgulho não o permite e o medo da rejeição, de te ver brincar com as palavras como geralmente fazes, não me deixa.
Lembra-te de mim quando a lua estiver cheia, quando vires uma andorinha no ceú, quando o sol atravessar por entre os ramos das árvores, lembra-te de mim nas madrugadas, quando precisares de um conselho. E sempre que te lembrares de mim, estarei certamente a pensar em ti!